O mundo pede calma!

Em algum momento nos últimos dois anos você deve ter perdido a paciência, seja por coisas pequenas ou por assuntos verdadeiramente complexos. Se na vida pessoal isso acontece, quando pensamos em trabalho, meta e pressão, a paciência é ativo raro. Sabendo disso, Dani Graicar, fundadora da Agência PROS e do movimento Aladas escreve sobre calma e como mantê-la faz com que se destaque. Confira!

SHARE

Dani Graciar, fundadora da Agência PROS e do movimento Aladas

Quando algo sai errado, quando ninguém concorda com o que a gente diz, quando as pessoas não nos entendem... Calma! Essa habilidade foi destaque num estudo divulgado na semana passada, que investigou a inteligência emocional e a saúde mental no trabalho durante a pandemia (realizado por The School of Life e Robert Half). Ao serem perguntados sobre quais habilidades emocionais desejavam desenvolver em si mesmos, os líderes colocaram em primeiro lugar o espírito empreendedor (27,36%) e os liderados citaram a confiança (33,33%). Mas, para ambos os grupos, em segundo veio a calma, desejada por 23,65% dos líderes e 24,62% dos liderados.

Estamos acostumados a ver na lista das famosas soft skills habilidades como comunicação, liderança, flexibilidade e resiliência, mas, de fato, valorizar e buscar a calma faz todo o sentido. Quem não a perdeu de vista nesses últimos meses? Quem não a desejou todos os dias, em si e nos outros?

Muita gente me pergunta como eu mantenho a calma em meio a tanta pressão, mesmo em momentos de raiva ou de forte ansiedade. Mas a verdade é que a cara plena que os outros vêm não revela o movimento intenso que eu vivencio dentro de mim. Ou seja, calma não é ausência de ação, nem tampouco é aceitação, passividade ou fraqueza. Essa calma é fruto da maturidade e da consciência de que é possível (diria que é ideal pra todo mundodiscordar sem ser agressivo, fincar a opinião sem levantar a voz e deixar claro o incômodo sem criar um clima de guerra.

Nesse mesmo estudo que eu cito no início do texto, mais de 60% dos líderes e liderados indicaram a ansiedade como o principal impacto da pandemia na saúde mental. Em segundo lugar, aparece o estresse para 47,64% dos líderes e o desânimo para 51,79% dos liderados, como caminho para o temido burnout (esgotamento físico e mental).

Se todo líder se dedicar a desenvolver a habilidade da calma e se questionar “O que eu ganho ou o que meu time ganha quando perco a calma?”, teremos ambientes de trabalho mais produtivos, mais abertos à inovação e menos tóxico para o convívio social.

Experimente respirar fundo e aceitar não ter as respostas todas na ponta da língua, dormir antes de responder a algo complexo, pedir opiniões antes de decidir por um caminho e não por outro, desistir de ser multitarefa, começar o dia priorizando o que é relevante e estipulando momentos de pausa e não abrir mão de algum exercício físico diário que libere adrenalina. E, se não der pra fazer tudo isso de uma vez, tudo bem. O mundo pede calma!

Na dúvida entre 8 ou 80 desse mundo tão polarizado, calma! Na agenda poluída de tanta ansiedade, calma!

Na dificuldade de separar o trabalho da vida pessoal, calma! Na obsessão por acompanhar a vida dos outros, calma!

Na necessidade de ter a resposta certa o tempo todo, calma! Na dificuldade de focar e se concentrar nas prioridades, calma!

Este artigo faz parte da parceria formada entre a Snaq e o movimento Aladas. O objetivo é dar visibilidade a mulheres e suas experiências ligadas ao universo de economia criativa, incentivando mais mulheres a fazer parte do ecossistema.

#Snaqtime: sua newsletter sobre inovação, tecnologia e startups