#snaqentrevista: Tito Gusmão, CEO da Warren

Veja a visão do executivo sobre a onda de investimentos 3.0, onde o cliente é o centro nas plataformas. Além disso, confira o que Tito acredita ser essencial para se diversificar neste mercado tão aquecido e sua opinião sobre o futuro dos investimentos.

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Snaq: Por que o mercado de investimentos vive um momento tão aquecido, tanto pelo lado de novos clientes quanto do ponto de vista de investimentos e aquisições das empresas do setor?

Tito Gusmão: A taxa de juros está em 2% ao ano. Antigamente (5 anos atrás) com taxa de juros de 14% ao ano, mesmo investindo em produtos ruins era possível ter resultado razoável. Isso acabou. A poupança, por exemplo, paga 70% desses 2%, ou seja, 1,4% ao ano. Se descontar a inflação que está em 2%, significa que todo o brasileiro que investe na poupança perde por ano 0,6%. Isso mesmo, brasileiros não só deixaram de ganhar, mas estão perdendo dinheiro ao investir em produtos ruins. Com isso a procura desses brasileiros por melhores produtos e melhores serviços aumentou demais e o mercado está bem aquecido. 

 

S: Os movimentos de M&A vistos recentemente sugerem uma consolidação do setor? Isso é bom para o cliente?

TG: As palavras monopólio ou consolidação nunca são bons para os clientes, mas acho que estamos longe disso. Existem várias plataformas, como a Warren, entregando boas soluções de investimento.

 

S: O que é essa onda de investimentos 3.0 e qual a diferença para a anterior?

TG: Fomos nós na Warren que cunhamos esse termo. A versão 1.0 foram os bancos oferecendo acesso apenas a produtos próprios. Uma oferta restrita, normalmente repleta de produtos ruins e com desalinhamento de interesse na hora de indicar os produtos. Surgiu o 2.0 que foram as corretoras com uma prateleira mais ampla de produtos, mas ainda assim com conflito de interesses na oferta dos produtos, pois rodam no modelo transacional, onde a comissão está embutida no produto indicado e por isso muitas vezes os produtos indicados são aqueles com comissões maiores. O 3.0 são as plataformas onde o cliente está no centro. Uma oferta ampla de produtos, uma ótima experiência digital e humanizada e um modelo livre de conflito de interesses. O modelo de remuneração é uma taxa única cobrada na gestão dos investimentos e o cliente tem acesso a produtos cuja comissão é revertida para o cliente.  

 

S: Hoje, o investidor possui diversas opções de plataformas de investimentos, desde bancos a corretoras e robô advisors. Como se diferenciar nesse mercado?

TG: Na Warren nossas diferenças são duas: Melhor experiência de investimentos e zero conflito de interesses. Melhor experiência pra nós é a entrega de uma jornada digital fácil e agradável e também conectada a um atendimento humanizado, empático. Apesar de acreditarmos muito em tecnologia, a Warren tem um time grande de especialistas e escritórios em 9 cidades do Brasil.

Entregamos zero conflito ao oferecer produtos da Warren Gestão de recursos a custo zero de administração e gestão e ao cobrar zero corretagem e devolver 100% a comissão recebida em produtos de terceiros, como fundos e produtos de renda fixa.

 

S: Apesar de todas as inovações, por que ainda vemos um mercado quase “pasteurizado” para investidores comuns, com produtos e remuneração sempre muito parecidos? Exceto ações, os investimentos vão sempre retornar de 100% a 120% do CDI para o investidor comum?

TG: Não é o que acreditamos. Na Warren entregamos acesso aos melhores produtos do mercado, dentre eles o da Warren Gestora que tem produtos bem diferenciados. Não só em ações, como o nosso Warren Green que investe em empresas como a Tesla, Warren Games que investe na industria de games, Warren Tech que investe em grandes empresas de tecnologia dos EUA e Ásia, mas também em renda fixa, onde entregamos acesso ao Warren Ultra Crédito que é um produto de investimento em antecipação de recebíveis.

 

S: Qual o futuro dos investimentos no médio e no longo prazo?

TG: Brasileiros fugindo dos bancos e outras corretoras e indo em busca de bons produtos, bom atendimento e um modelo de investimentos alinhado. Sem aquela venda forçada de produtos que são feitos para bater as metas de receita de quem vende.

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